LIMITES À REQUALIFICAÇÃO DE SOCIEDADES EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO NO DIREITO TRIBUTÁRIO BRASILEIRO A PARTIR DOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA LIBERDADE ECONÔMICA

André Elali
Evandro Zaranza

André Elali

Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Professor Associado de Direito Tributário da UFRN. Advogado.

Evandro Zaranza

Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN)

Professor de Direito Tributário do UNI-RN. Advogado.


Palavras-chave

Sociedade em Conta de Participação
Requalificação Fiscal
Tipicidade Cerrada
Legalidade Tributária
Liberdade Econômica
CARF
STF

Resumo

O presente artigo analisa os limites jurídicos da atuação da Administração Tributária na requalificação fiscal de estruturas societárias lícitas, em especial as sociedades em conta de participação (SCPs). Examina-se a nulidade de autos de infração fundados em presunções, na importação indevida de categorias do direito do trabalho e na ausência de motivação qualificada, em violação aos arts. 142 do CTN e 50 da Lei n. 9.784/1999. Demonstrar-se-á que a desconsideração das SCPs sem prova robusta de simulação, fraude ou abuso de forma afronta a legalidade e a liberdade econômica, conforme precedentes do STF, do CARF e da Justiça do Trabalho. Conclui-se que a requalificação fiscal arbitrária de estruturas societárias legítimas compromete a segurança jurídica, distorce a dogmática tributária e converte o lançamento em instrumento de política arrecadatória sem base legal.

 

Referências

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