LUCRO LÍQUIDO E FLUXO DE CAIXA NA MENSURAÇÃO DO DESEMPENHO EMPRESARIAL: ENTRE A CONTROVÉRSIA DA SUPREMACIA E A TESE DA COMPLEMENTARIDADE

Arthur Ridolfo Neto

Alexandre Evaristo Pinto

Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP)

Professor concursado de Contabilidade e Legislação Tributária na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária na Universidade de São Paulo (FEA/USP) e na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EAESP/FGV). Doutor em Direito Econômico, Financeiro e Tributário pela Universidade de São Paulo (USP). Doutorando em Controladoria e Contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Direito Comercial pela Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Direito Tributário pela Universidade de São Paulo (USP). Vice-presidente Executivo da APET. Conselheiro Julgador do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN). Diretor Financeiro da Fundação de Apoio aos Comitês de Pronunciamentos de Contabilidade e de Sustentabilidade (FACPCS). Consultor sênior do Banco Mundial para assuntos fiscais e regulatórios relacionados com a Reforma Tributária.

Arthur Ridolfo Neto

Fundação Getulio Vargas (FGV)

Professor Adjunto da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (EAESP/FGV). Professor de Finanças e Pesquisador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira (FGVcemif) da EAESP/FGV. Doutor, Mestre e graduado em Administração de Empresas pela EAESP/FGV. Membro Qualificado do Comitê de Auditoria do Bank of China (Brasil) Banco Múltiplo. Auditor Fiscal aposentado da Receita Federal do Brasil.


Palavras-chave

fluxo de caixa
Lucro Contábil
Desempenho Empresarial
EBITDA

Resumo

O artigo examina a controvérsia sobre a melhor métrica para avaliação do desempenho empresarial: o lucro líquido, apurado pelo regime de competência, ou o fluxo de caixa. A partir do debate clássico entre Hopp e Paula Leite, de um lado, e Iudícibus e Eliseu Martins, de outro, sustenta-se que a oposição entre essas métricas constitui uma falsa dicotomia. O lucro líquido apresenta maior aptidão para mensurar o desempenho econômico periódico, ao confrontar receitas e despesas independentemente de sua realização financeira, enquanto o fluxo de caixa revela a liquidez e a capacidade financeira de curto prazo.

 

Referências

  1. BERMAN, Karen; KNIGHT, Joe; CASE, John. Profit ≠ cash (and you need both). In: BERMAN, Karen; KNIGHT, Joe; CASE, John. Financial intelligence for entrepreneurs: what you really need to know about the numbers. Boston: Harvard Business Press, 2008.
  2. COPELAND, Tom; KOLLER, Tim; MURRIN, Jack. Valuation: measuring and managing the value of companies. New York: John Wiley & Sons, 1990.
  3. HOPP, João Carlos; LEITE, Helio de Paula. O crepúsculo do lucro contábil. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 28, n. 4, p. 55-63, out./dez. 1988.
  4. IUDÍCIBUS, Sérgio de. Lucro contábil – crepúsculo ou ressurgimento? Caderno de Estudos, São Paulo, n. 1, out. 1989.
  5. MALVESSI, Oscar. Será o EBITDA um bom indicador para a gestão financeira nas empresas? Revista RI – Relações com Investidores, n. 96, fev. 2006.
  6. MARÇAL, Rubens. EBITDA: qual o real valor dessa métrica? Revista RI – Relações com Investidores, n. 96, fev. 2006.
  7. MARTINS, Eliseu. Contabilidade versus fluxo de caixa. Caderno de Estudos, São Paulo, n. 2, abr. 1991.
  8. MOTA, Haroldo. EBITDA não é caixa, e por isso importa. Valor Econômico, 4 mar. 2026.
  9. NIERO, Nelson. O lucro líquido morreu, mas passa bem. Valor Econômico, 12 mar. 2026.